As eleições legislativas antecipadas na Alemanha deram a vitória à União Democrata-Cristã (CDU), de Friedrich Merz, que conquistou cerca de 30% dos votos. Em segundo lugar ficou a Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de extrema-direita, com aproximadamente 20%. O grande derrotado da noite foi o Partido Social-Democrata (SPD), de Olaf Scholz, que caiu para terceiro lugar, bem abaixo das eleições anteriores.
Agora, a grande questão é: quem vai governar? Merz já disse que quer formar um governo rapidamente, mas isso não será fácil. A CDU pode tentar uma coligação com os liberais do FDP e os Verdes, o que daria uma maioria estável. No entanto, os Verdes podem resistir, já que têm diferenças significativas com os conservadores. Outra possibilidade seria um governo de grande coligação entre a CDU e o SPD, mas depois da derrota de Scholz, essa opção parece pouco provável.
O que é quase certo é que a AfD não entrará no governo, já que os principais partidos rejeitam qualquer aliança com eles. Assim, os próximos dias e semanas serão decisivos para definir quem realmente comandará a Alemanha nos próximos anos.
Com os resultados destas eleições, a Alemanha tende a aproximar-se mais dos Estados Unidos e a manter o apoio à Ucrânia, enquanto se afasta ainda mais da Rússia. Eis o porquê:
CDU no governo: Se Friedrich Merz conseguir formar uma coligação e tornar-se chanceler, a Alemanha continuará alinhada com a NATO e os EUA. Merz tem defendido um fortalecimento militar e mais apoio à Ucrânia, seguindo uma linha mais dura contra a Rússia.
AfD forte, mas sem poder: A Alternativa para a Alemanha (AfD), que tem posições mais próximas da Rússia e mais críticas às sanções, teve um bom resultado, mas ninguém quer governar com eles. Isso significa que a política externa alemã não vai mudar drasticamente nessa direção.
Relação com os EUA: A CDU tem um histórico de boas relações com Washington, e Merz já mostrou que quer reforçar laços transatlânticos. Se Trump vencer nos EUA, pode haver mais tensões, mas, por enquanto, a tendência é de aproximação.
Apoio à Ucrânia: A Alemanha já tem sido um dos maiores fornecedores de ajuda militar e financeira à Ucrânia. Com um governo liderado pela CDU, esse apoio deve continuar, e talvez até aumentar.
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